domingo, 17 de abril de 2011

O Bicho

O BICHO

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira

Estava lendo umas poesias de Manuel Bandeira (meu poeta preferido) e vi essa. Tenho uma cena que não sai da minha cabeça de um fato que aconteceu a uns bons anos.Estava em São Paulo a passeio num domingo de manhã, meio perdida tentando encontrar o Museu Paulista (Museu do Ipiranga) e vi como na poesia acima um homem abrindo um saco de lixo e pegando os restos de comida para alimentar-se. Na minha concepção de vida humana foi a cena mais deprimente e deplorável que presenciei até hoje. Não sei se deveria me espantar ou deprimir tanto com aquela cena, afinal é um fato comum e corriqueiro, gente vivendo do lixo, do nosso lixo, do que não nos serve mais. Mas para mim, na minha visão de vida prefiro as palavras da música de Caetano Veloso "Gente nasceu para brilhar, não para morrer de fome".

A casa em ordem

Faz tempo que eu não ando por aqui.... a faculdade voltou, minha vida enrolou (rs), o trabalho dobrou e o tempo acabou. Muitas ideias, alguns posts inteiros passaram pela minha cabeça, mas como sempre ele vem em hora errada, ou eu estava dirigindo ou estava na facul ou estava trabalhando e não consegui externa-los, verbaliza-los, ou melhor escrevê-los. 
Uma idéia, pensamento recorrente em mim é o quanto tenho pondo as coisas em ordem, em todos os sentidos. No trabalho, longe da condição ideal e humana, estou reorganizando uns procedimentos para eu poder ter mais tempo para executar o que preciso. Na facul, estou desistindo de dormir e ter uma vida, imagino minhas professoras perguntando o que nós fazemos da meia noite as seis que nunca dá tempo de entregar os trabalhos no prazo. Minha relação com as meninas nunca estiveram melhor, harmonia total. Tou numa ótima fase com meus amigos. É tanta coisa que quase não sobra tempo para me dedicar a mim. Quando conheço uma nova pessoa e ela me pergunta o que eu faço eu a retorno com a seguinte pergunta: Em qual horário você quer saber? é tanta coisa que faço, sou tantas coisas que preciso saber sobre o que ela  tá perguntando (rsrsrs).
Ando me questionando muito quando terei tempo para me dedicar a mim, tá ok também não ando tão relapsa comigo assim, tenho feito religiosamente academia, me alimentando quase direito, estou concretizando meu grande sonho de fazer faculdade do que eu mais gosto, tenho uma paixão não resolvida pela musica, meu contrabaixo tá guardadinho m esperando a voltar a tocá-lo (infelizmente isso só acontecerá depois q terminar a facul, sorry menino), tenho conhecido pessoas interessantes, pessoas que adicionam algo na minha vida, e outras que nem tanto, me questiono também se não ando me cobrando demais, esperando muitos resultados ao invés de deixarem as coisas acontecerem e se ajeitarem naturalmente. Sou assim, corro atrás, quero resultados, me decepciono às vezes por as coisas não estarem do jeito que espero, mas nunca deixo de buscar o que realmente quero.